
É altura de retomar os exemplos do passado.
É o momento de assumir novas responsabilidades e desafios.
É o presente de construir a visão do futuro:
Portugal...
É Hora!

Respira connosco uma saudade escondida...desde o primeiro momento. Envelhece-nos um vazio, disfarçado dentro de nós - é aquele tempo que já foi. Apanhou-nos desprevenidos e fugiu para um passado terminado e sem retorno. A alegria de viver alimenta-se do nosso tempo e gasta-o sem hesitações, cavando impiedosamente o buraco das horas vividas e agora mortas. A nossa alegria vai adormeçendo com as noites e morrendo com os dias e o vazio cresce e nós escondemo-nos, mas já não o disfarçamos.
Outros há que se resvalam no vazio e cedem à morte do seu ser. São os homens da cobardia e derrota. Não aspiram, mas curvam-se para dentro de si. Sobrevivem em ganância, abstêem-se do pensamento e reagem apenas aos caprichos de um momento egoísta. Vêem neles o mundo todo, deixando os outros fora da equação. A mesquinhez é a sua fonte de sobrevivência. O vazio em si é a razão para não viver, mas antes para sub-viver. Colocam os outros ao seu dispôr e encontram na realidade os motivos para as suas acções e amoralidades. São homens pequenos e de falsidade, conformados com este mundo, cedendo ao seu vazio. Não agem... reagem. Não pensam... calculam. Não criam... apenas desgastam. São os construtores de si apenas... os verdadeiros sub-viventes. E no final, o seu vazio é tudo e nele tudo se fina em morte anunciada.
“E os dois amigos sentaram-se num banco, junto de uma verdura que orlava a água de um tanque esverdinhada e mole.
E mostrava os altos da cidade, os velhos outeiros da Graça e da Penha, com o seu casario escorregando pelas encostas ressequidas e tisnadas do Sol. No cimo assentavam pesadamente os conventos, as igrejas, as atarracadas vivendas eclesiásticas, lembrando o frade pingue e pachorrento, beatas de mantilha, tardes de procissão, irmandades de opa atulhando os adros, erva-doce juncando as ruas, tremoço e fava-rica apregoada às esquinas, e foguetes no ar em louvor de Jesus. Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o Castelo, sórdido e tarimbeiro, donde outrora, ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda! E abrigados por ele, no escuro bairro de S. Vicente e da Sé, os palecetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquéctica e caturra, a velha Lisboa fidalga! (…)
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Existe vida nos jovens portugueses!